terça-feira, 10 de agosto de 2010
Òdio alemão
Meu temor não era a fazenda, e sim os campos de cebola.
Alias tio Carlos, não era meu tio. Todos os parentes do meu pai dessapereceram em campos que eu acreditava ser igual aos de cebola. Foi la que eles se conheceram.
Os campos em si também não me metiam medo. Amo purê de cebola. O que me arrepiava eram os monstros que viviam neles. Seres terríveis. Pele clara como a nossa, pelos amarelos e apesar da mina mãe sempre repetir que eram em muito parecidos conosco. Sempre os imaginava com 6 olhos azuis.
Não eram só meus pais que não gostavam dos "alemães"todos os meus tios, primos e amigos também dedicavam a eles sentimentos horríveis. Apesar do meu primos amigos nunca ter visto um deles com aquela idade.
Uma vez perguntei ao primo que era 5 anos mais velho, porque ele os odiava tanto. Me respondeu:
- Ora. Você nunca ouviu falar dos campos?
- Sim mas...
- Mas o que? Isso não e o suficiente?
- Você não os viu, talvez ele tenham mudado.
Foi quando ele se abaixou para ficar a minha altura. Não ajoelhou. apenas curvou seus centímetros a mais e falou olhando nos meus olhos.
- Eles não mudam Absalom. Pessoa mudam, eles não. Chega desse assunto - Disse ele levantando a voz e acertando a postura -Pare de pensar nisso se você não entende.
Acredito que entendia mais que ele.
Daquela curta conversa em diante decidi que não iria odiar, ninguém sem conhecer antes. Nem mesmo os arianos.
Não sou judia então talvez tenha me equivocado um pouco;
talvez não;
talvez o ódio criado para os alemães tenha desaparecido em muitos pontos.
Como meu pai provou o contrario no jogo AlemanhaXArgentina, torcendo para os hermanos, escrevi esse texto.
Foda-se
Se quiser comentar faça isso direito. Uma amiga disse o seguinte depois de ler
"Purê de cebola e bom nê?" Ô.Ô
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Velho mistério
sábado, 26 de junho de 2010
Procurado: Cupído, vivo ou morto

Ha... o amor. Arrebata nossos corações, nos faz suspirar. Ver a oitava cor do arco Iris. Simplesmente divino... Ou não.
Venho aqui para deixar por escrito minha critica a paixão -sim a paixão- Quando se esta apaixonada tudo são flores. Você só pensa na pessoa amada, dia e noite... Mas o mundo não e só a pessoa amada.
Já percebeu que quando você esta apaixonado não consegue aceitar o final de Romeu e Julieta? Não, não né? Sabe por quê? Você só pensa naquela pessoa. Identifica-se com a Julieta (ou o Romeu)- Deus sabe lá como- e quer que ela tenha um final feliz -assim como você quer um final feliz .Percebe ? Você, pobre mortal, começa a criticar o maior dramaturgo de todos os tempos !!!Começa a acreditar verdadeiramente que Romeu deveria chegar a tempo... Traduzindo: não pensa. Para de raciocinar.
Sua vida vira um imenso S2 onde tudo e feliz e bonitinho, nada mais e necessário, só o outro. Aquele ser perfeito, no seu mundo perfeito e coloridinho. O mundo não importa se você tem aquele ser “iluminado”. Nada interessa. Nem mesmo o seu próprio cérebro.
Eu não quero ficar assim. Nunca. Nem mesmo por um dia.
Por isso quero pedir a prisão do cupido. Esse psicopata as avessas, que manipula e cega a todos. Quero que peguem ele. Antes que ele me pegue, e eu assim como todos aqueles que estão lendo isso -ou não, talvez esse texto se torne mais um perdido na internet - , comece a achar tudo que acabei de escrever uma grande baboseira , de alguém que não sabe o que é amar.
Talvez tudo isso que eu acabei de escrever seja mesmo uma grande baboseira.
Talvez eu seja apenas uma amargurada, que por não ter se apaixonado -ainda- queira desesperadamente que todo o mundo esteja errado, para que eu me torne a grande redentora da razão.
Talvez esse seja um desabafo pela perda da inspiração da “ Jô”.
Talvez tudo que eu disse realmente esteja certo -^^-
Talvez, quem pode ter certeza. Eu não.