terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nada pra postar. Como ninguem le isso ai vai um pedaço do meu livro

Ela gostava de garoto e eu de outro. O garoto que ela gostava me pediu em namoro. Não estava interessada, no entanto contar o pedido pra minha amiga iria magoá-la.

Aquele imbecil. Depois do meu “Não”, fez questão de espalhar para o colégio inteiro que eu tinha aceitado. Só não assumíamos, para que a Lari não soube-se. Era a palavra dela contra a minha, digamos que eu não era o que você pode chamar de “popular“ na época.

Quando fui perguntá-la porque não ela não foi à escola no dia, ela só me jogou tudo, depois de sair chorando de casa:

- Não quero falar com você sua duas caras. Sabia que eu gostava dele e mesmo assim aceitou o pedido – Ela estava fora de si, com pijama rosa de ursinho e a pantufa de cachorro que ela só usava dentro de casa, não chegava nem na janela vestida assim.

Aquilo me deixou meio sem chão. Ela estava muito nervosa para chegar a tal ponto. Parecia que avia passados anos, em vez de segundos quando consegui falar alguma coisa. A coisa errada:

- Desculpa! – Isso não seria a coisa errada se tivesse realmente feito alguma coisa, nessa ocasião seria uma confissão de culpa.

Ela entendeu assim. Vestiu a máscara de forte. A que usávamos sempre que queríamos chorar.

- Nunca mais apareça na minha casa, nem olhe pra mim de novo, esquece que um dia eu te chamei de amiga.

Iria me explicar, dizer a verdade. Conhecíamos-nos a anos, ela não podia deixar que um imbecil estraga-se uma amizade de mais de uma década. Antes que pudesse dizer alguma coisa. Que pudesse pensar em alguma coisa, ela foi correndo pra dentro. A máscara estava caindo. Ela não podia deixar isso acontecer na minha frente. Uma regra de decisões que inventamos juntas.

Minha mãe sempre dizia que algumas vezes as coisas fogem do controle, e devemos deixar pra lá por um tempo, ate que elas se acalmem o suficiente para faze-las dar certo. Então dei meia volta e fui em direção a minha casa pensando, em quanto tempo era o suficiente para que a minha explicação desse certo.

Estava distraída quando o vi, em uma arvore a minha frente, na parte escondida pela sombra. Estava escurecendo e quase não conseguia ver o seu rosto. Era familiar. Algumas vezes ele estava no colégio, outras na rua, aparentava observar.

- Você tem problemas em? Quer falar sobre isso?

Queria dizer que não mais não conseguia pensar direito, então penas balancei a cabeça em um movimento positivo.

Queria desabafar com alguém. Tinha acabado de brigar com minha melhor amiga. Um estranho seria perfeito pra isso.

Nunca fui “normal” mesmo.

Ele me chamou pra tomar alguma coisa em uma lanchonete ali perto, não era longe de lá ficava a três quadras. Para chegar saindo dali tinha que passar por um caminho escuro. Não gostava de passar por la. Na hora nem percebi.

Quando entramos no breu, foi tudo muito rápido. Ele pegou minha mão, me puxou e antes que pudesse gritar colocou algo horrível no meu nariz. Éter.

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